quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

poder da mente

Quando penso em nós, seres humanos e racionais, fico estupefacta com as conclusões a que chego. É verdade que nos intitulamos por maquinas perfeitas, e até que temos alguma razão, não acham? Já imaginaram a complexidade do nosso corpo, que aparentemente é tão simples? À que louvar o dito criador, que para mim não foi O CRIADOR nem ninguém em especial, e até para ser sincera nem consigo encontrar resposta a tal questão, porque na verdade já nasci assim, todos à minha volta se comparam a mim e ninguém sabe nem viu a dita criação nem o protótipo do ser-humano, portanto, existem apenas teorias que falam de como surgiu a perfeição, que para mim não chegam para responder a todas as minhas questões. E a mais pertinente de todas elas é saber explicar a nossa capacidade de sentir, de criar ligações invisíveis entre pessoas e até animais. Alguém me explica isto? Alguém me consegue explicar com que órgão amamos? A nossa mente é de tal ordem que consegue transmitir-nos sensações, sentimentos e vontades em relação a coisas e pessoas. É fantástico a nossa capacidade de querer, de lutar e de todas as coisas de que somos capazes por aquilo que não sabemos o que é, sentimentos. Não sabemos o que são, mas tal como o nome indica sentimos. Quando digo que a nossa mente é de tal ordem digo-o porque leva tudo lá dentro, leva inúmeros sentimentos, todos diferentes e faz de nos, ou vice versa, o que quiser, pois na verdade quantas pessoas não ficam doentes por coisas relacionadas com a mente/cabeça etc(..)? Este assunto consegue intrigar-me ainda mais quando comparo sentimentos. Por exemplo, existem sentimentos, que independentemente da sua data de origem conseguem superar qualquer outro que seja nutrido há anos.
Tudo o que me intriga agrada-me porque faz com que tenha ainda mais vontade de o explorar, portanto não vamos ficar por estes 30 dias e continuaremos até sempre porque eu ainda vou entender que efeito é este que causas em mim e o porque de tal acontecer! amo-te


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

definições

Ao longo do tempo (série ininterrupta e eterna de instantes; vagar, ocasião, oportunidade; duração das coisas) e ao longo da vida, da nossa aprendizagem vamo-nos habituando a dar nomes às coisas, e por sua vez atribuir definições a esses nomes dessas mesmas coisas, e desde o momento que começamos a aprender a fazer essa mesma atribuição, que vai dependendo de vários factores como valores pessoais, éticos etc(..) essa atribuição vai melhorando de dia para dia, sendo melhorada pela experiencia, vivência e por ensinamentos dados por estas ultimas. É um facto que quando olhamos para trás, onde se encontra o passado, vemos notórias diferenças, talvez ate achemos que o que achávamos que certas coisas eram, não são assim como realmente pensávamos que eram, o que faz parte. É também provável que no futuro isso aconteça de novo, e este ciclo acompanhar-nos-á até aos mais ínfimos dias, ciclo ao que chamo de crescimento (desenvolvimento progressivo; desenvolver-se.; tornar-se maior; aumentar), com isto creio que diariamente, a cada tic tac do relógio, até ao dito, morrer, portanto, crescemos, nem que seja pelo saber.

Falando e afirmando, na primeira pessoa, digo que tenho estado em boa maré no que toca a todos estes assunto, facto este que se deve, provavelmente a uma entrada crucial na minha vida. Com isto, ou direi, com este, tenho aumentado significativamente as minhas definições em relação a conceitos importantíssimos, como valorizar a ausência (estado ou circunstância de não estar presente; tempo que dura a ausência; carência) e a desvalorizar coisas que até então seria motivo de problema. Ajudou-me também a saber, finalmente, o significado de companhia, de futuro, de rumo e planos. Fez com que fizesse total distinção de sentimentos e o estabelecimento de prioridades, fazendo-me ver o que, ou quem é realmente importante e necessário. Reformou-me a ideia de cumplicidade e, principalmente, esclareceu-me , de uma vez por todas, que sentimento é este intitulado por amor (sentimento que não se vê, mas que ambos sentimos)


sábado, 12 de junho de 2010

uma janela e um horizonte

Debruçada sobre a janela do meu quarto observo o horizonte e reflicto sobre o passado. O vento bate-me na cara, faz com que o meu cabelo se sinta como pássaros e gela-me a alma.
Depois de tantas quedas, obstáculos e maratonas falhadas sinto a necessidade de recomeçar, apagar tudo que para trás ficou e guardar numa pequenina caixa apenas aquilo que me fez crescer e chegar ao ponto médio de felicidade que agora vivo. Estou grata a mim mesma por não me sentir no auge, ponto máximo de felicidade, agora que sei o quanto doí a queda lá do cimo, é psicadélico dizer que não quero mais sentir tal sensação mas consciente também. Descobri e despertei novas metas, agora que mudei de rumo não fazia sentido continuar a lutar pelos mesmos sonhos.
Segui novos caminhos, abdicando
de muitas histórias e desprendendo-me de raízes que há muito serviam de base.
Aproveito este vento para com ele deixar os maus pensamentos e as memórias, peço-lhe que os carregue até à praia, que enterre as memorias nas dunas e largue os pensamentos no extenso oceano, tenho a esperança que ambos se degradam lentamente deixando de atormentar o meu presente.
Olho a paisagem que tenho diante de mim, foco o meu olhar na linha do horizonte, nesse mesmo instante sinto um arrepio percorrendo todo o meu corpo e uma vontade descontrolada de gritar "ESPERANÇAA". Uma avalanche de sentimentos felizes preenche a minha alma e anuncia a tua chegada.
Pondo de parte todo o passado, as feridas incuráveis e o receio posso dizer que a minha motivação de chegar a esta linha que alcanço com os olhos aumentou. Passarei de uma caminhada a uma corrida só para me sentir nos teus braços e agradecer por tudo!