Depois de tantas quedas, obstáculos e maratonas falhadas sinto a necessidade de recomeçar, apagar tudo que para trás ficou e guardar numa pequenina caixa apenas aquilo que me fez crescer e chegar ao ponto médio de felicidade que agora vivo. Estou grata a mim mesma por não me sentir no auge, ponto máximo de felicidade, agora que sei o quanto doí a queda lá do cimo, é psicadélico dizer que não quero mais sentir tal sensação mas consciente também. Descobri e despertei novas metas, agora que mudei de rumo não fazia sentido continuar a lutar pelos mesmos sonhos.
Segui novos caminhos, abdicando de muitas histórias e desprendendo-me de raízes que há muito serviam de base.
Aproveito este vento para com ele deixar os maus pensamentos e as memórias, peço-lhe que os carregue até à praia, que enterre as memorias nas dunas e largue os pensamentos no extenso oceano, tenho a esperança que ambos se degradam lentamente deixando de atormentar o meu presente.
Olho a paisagem que tenho diante de mim, foco o meu olhar na linha do horizonte, nesse mesmo instante sinto um arrepio percorrendo todo o meu corpo e uma vontade descontrolada de gritar "ESPERANÇAA". Uma avalanche de sentimentos felizes preenche a minha alma e anuncia a tua chegada.Pondo de parte todo o passado, as feridas incuráveis e o receio posso dizer que a minha motivação de chegar a esta linha que alcanço com os olhos aumentou. Passarei de uma caminhada a uma corrida só para me sentir nos teus braços e agradecer por tudo!